
O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou como “lamentáveis” as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o governo brasileiro e afirmou que a postura do argentino não compromete o avanço da integração econômica do Mercosul.

“É lamentável. Um presidente de um país vizinho e amigo presta um desserviço ao seu próprio país ao se envolver de maneira absolutamente grosseira nos assuntos internos do Brasil.”, declarou.
A manifestação foi feita após o evento Brazil-Korea Business Roundtable, realizado em São Paulo, durante a visita oficial do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung.
Mercosul segue com agenda de acordos
Alckmin afirmou que o Mercosul atravessa um momento favorável nas negociações comerciais e citou os acordos já concluídos com Singapura, os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e a União Europeia.
Segundo o vice-presidente, a Coreia do Sul também mantém interesse em avançar nas negociações de um acordo comercial com o bloco.
Questionado sobre as recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos, Alckmin afirmou que o assunto não foi tratado durante o encontro com a delegação sul-coreana.
“Não falaram sobre o Trump. Não esteve na pauta. A pauta foi apenas Brasil e Coreia do Sul.”
Ele acrescentou que o governo continuará negociando para reverter as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e afirmou que o Brasil permanece na mesa de negociação.
Segundo Alckmin, a estratégia do governo está baseada em três eixos: apoio às empresas afetadas, diversificação de mercados e manutenção das negociações diplomáticas.
Ao comentar a possibilidade de adoção da reciprocidade comercial, afirmou:
“Reciprocidade é uma possibilidade. Não é retaliação.”
