
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou, em nota divulgada ontem (15), a confirmação da tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros. A entidade afirmou que a medida “agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações nacionais e amplia a insegurança para empresas dos dois países” e disse acompanhar a situação com “preocupação”.

Segundo a CNI, os “impactos das tarifas adotadas pelos Estados Unidos, desde 2025, já são percebidos no comércio bilateral”: “As exportações brasileiras para o mercado norte-americano diminuíram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões. A retração foi influenciada pela redução de 8,7% nas vendas de bens industriais, especialmente de produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e produtos semimanufaturados de outras ligas de aço”.
Apesar da queda, os EUA continuaram como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período.
A entidade também afirmou que os efeitos das tarifas em vigor desde 2025 já são percebidos nas exportações dos estados brasileiros. No 1º semestre deste ano, 20 das 27 unidades da Federação registraram queda nas vendas para os Estados Unidos em comparação com o mesmo período de 2025.
“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban, na nota.
