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Governo Trump critica decisão do Brasil sobre espião russo
Publicado em 09/07/2026 11:16
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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão do governo brasileiro de expulsar o russo Sergey Vladimirovich Cherkasov, apontado por autoridades internacionais como agente do serviço de inteligência militar da Rússia (GRU). A manifestação foi divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Departamento de Estado norte-americano.

Marco Rubio

Segundo a pasta, a medida permite que Cherkasov retorne à Rússia após deixar o Brasil.

 

“Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a decisão do Brasil de permitir que um indivíduo com vínculos conhecidos com a inteligência russa deixe o país.”

 

Na nota, o Departamento de Estado afirmou que a decisão pode afetar os esforços conjuntos para combater interferências estrangeiras.

 

 

“Essa decisão enfraquece nosso compromisso conjunto de combater interferências estrangeiras e proteger a integridade de nossas instituições democráticas.”

 

A pasta, chefiada pelo secretário de Estado Marco Rubio, também pediu que o governo brasileiro avalie os efeitos da medida e mantenha a cooperação com Washington.

 

“O Brasil considere o precedente que será criado pela decisão e trabalhe em conjunto com Washington para responsabilizar pessoas que ameaçam a segurança coletiva dos dois países.”

 

Expulsão foi publicada no Diário Oficial

Nesta semana, o Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou no Diário Oficial da União a decisão que determina a expulsão de Cherkasov do território brasileiro.

 

A medida será cumprida após o término da pena de 15 anos de prisão imposta ao russo por uso de documentos falsos ou caso haja autorização judicial para sua soltura antecipada.

 

Além da expulsão, o ato administrativo determina que Cherkasov ficará proibido de retornar ao Brasil por 30 anos, contados a partir de sua saída efetiva do país.

 

Preso desde 2022

Sergey Cherkasov está detido na Penitenciária Federal de Brasília desde o fim de 2022.

 

Ele foi preso após ser deportado da Holanda, onde havia tentado ingressar utilizando documentos brasileiros sob identidade falsa para assumir um estágio no Tribunal Penal Internacional, em Haia. Autoridades holandesas identificaram a fraude e impediram sua entrada no país.

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