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Ciro lança suspeita sobre secretário de segurança de Elmano: “Veio do Rio”
Publicado em 09/07/2026 10:57
Últimas Notícias

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes fez críticas ao governo de e levantou questionamentos sobre a atuação da Secretaria da Segurança Pública após a operação da Polícia Civil que localizou uma plantação de maconha em Acopiara, no interior do estado. Em entrevista à Rádio Processo, Ciro afirmou que a condução do caso deve ser esclarecida e disse que passou a desconfiar da atuação do atual secretário da pasta.

O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 15 de dezembro, com entrevistas feitas junto a 1.508 eleitores em 69 municípios cearenses

 

“Esse secretário de Segurança do Estado entrou no arco das minhas suspeições.”

 

Segundo Ciro, o histórico profissional do secretário reforça a necessidade de apuração.

 

“Esse secretário era secretário de Segurança do Rio de Janeiro quando houve uma intervenção federal no Rio de Janeiro. Se houve uma intervenção federal no Rio de Janeiro, é porque a Secretaria de Estado da Segurança do Rio de Janeiro estava fazendo alguma coisa errada.”

 

O ex-governador também mencionou a passagem do secretário pelo Espírito Santo.

 

 

“Depois foi pro Espírito Santo. Me dizem que nessa constância do Espírito Santo deu-se um fenômeno que está acontecendo agora. Que naquela ocasião o Comando Vermelho tomou conta do Espírito Santo.”

 

Ao comentar a hipótese levantada durante a entrevista, acrescentou:

 

“Me dizem, tudo para ser investigado, que essa proteção não é do PCC. Ou seja, o fundo do poço é que essa operação poderia ter sido, eu estou dizendo poderia porque não posso provar isso, mas exijo esclarecimento como cidadão, seria uma retaliação do Comando Vermelho ao PCC.”

 

 

Ciro afirmou que a principal dúvida envolve a cadeia de comando da operação policial e cobrou explicações sobre quem autorizou a saída das equipes do local antes da conclusão dos trabalhos.

 

“O delegado-geral comunicou ou não comunicou ao secretário de Segurança o evento? Se não comunicou, é ele o responsável.”

 

Na sequência, afirmou que, caso o secretário tenha sido informado, caberia ao governador tomar conhecimento da ocorrência.

 

 

“Se o secretário comunicou ou não comunicou ao chefe dele, governador? Eu fui governador. Se o secretário não me comunica um fato desse, tá demitido.”

 

Segundo ele, o governo precisa identificar os responsáveis caso tenha ocorrido falha operacional.

 

“Governante tem que dar satisfação à população.”

 

Operação em Acopiara

O caso ganhou repercussão após a Polícia Civil anunciar a localização da maior plantação de maconha já encontrada no Ceará. A ação ocorreu em 25 de junho e, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), cerca de três hectares da droga foram localizados, com aproximadamente 160 mil pés em cultivo e outros 130 mil já colhidos.

 

 

Foto: Divulgação/PCCE

 

 

Dois dias depois, o deputado federal André Fernandes esteve na propriedade rural onde ocorreu a operação e publicou um vídeo nas redes sociais. O parlamentar afirmou ter encontrado parte significativa da plantação ainda intacta, além de sacos com maconha, celulares, documentos e anotações que, segundo ele, deveriam ter sido recolhidos como provas.

 

Com base nessas imagens, Ciro passou a questionar a condução da operação.

 

“Aquilo ali é incompetência pura, incompetência e uma suspeita imensa de falcatrua.”

 

O ex-governador criticou a divulgação inicial da ação pela Polícia Civil e afirmou que o local teria sido abandonado antes da conclusão dos trabalhos.

 

“Tudo, tudo, tudo, tudo errado.”

 

Críticas à resposta do governo

Durante a entrevista, Ciro também criticou a reação do governo estadual após a divulgação do vídeo de André Fernandes.

 

Segundo ele, o foco passou a ser a posição política do deputado, e não as circunstâncias da operação.

 

“Não interessa se o André Fernandes é bolsonarista ou não é bolsonarista, ele estava apegado ou não estava apegado com milhares de quilos de macunha que o governo abandonou lá.”

 

 

Ainda de acordo com o ex-governador, a operação não resultou em prisões, apesar da dimensão da plantação.

 

“Nenhuma pessoa foi presa.”

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