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PF apura se Itaú, Bradesco e Santander ajudaram a ocultar dívida da Americanas
Publicado em 26/06/2026 12:17
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A Polícia Federal (PF) passou a investigar a possível participação de executivos do Itaú, Bradesco e Santander na fraude contábil das Lojas Americanas. A apuração integra a 2ª fase da Operação Disclosure, deflagrada ontem (25), que ampliou o foco das investigações para além da antiga diretoria da varejista.

 

Segundo a PF, a nova etapa buscou esclarecer se representantes das instituições financeiras tinham conhecimento das operações de risco sacado e se elas foram utilizadas para ocultar o real nível de endividamento da empresa.

 

Entre os alvos da operação de ontem estavam José de Castro Araújo Rudge Filho e Gustavo Balassiano, ligados ao Itaú; Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; e Alexandre Abdo e André Juaçaba de Almeida, do Santander.

 

 

Também são investigados Carlos Alberto Sicupira, um dos controladores da Americanas; Paulo Alberto Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann e ex-integrante do conselho de administração da varejista; Eduardo Saggioro, ex-integrante do conselho da companhia; e Sérgio Rial, ex-presidente do Santander e ex-CEO da Americanas.

 

Balassiano foi executivo do Itaú BBA por 11 anos. Em 2020, passou a atuar na XP Investimentos como responsável pelo canal de atacado, voltado para grandes empresas, governos e instituições financeiras. Já Rudge Filho é codiretor de infraestrutura e energia do Itaú desde 2025. Antes, ocupou o cargo de diretor de corporate investment banking no Itaú BBA.

 

Villela Pedras integra a diretoria do Bradesco, onde atua há 22 anos, e também faz parte do conselho de administração da Alelo.

 

Já Almeida é vice-presidente de corporate banking e diretor-executivo do Santander e Abdo trabalha no banco há 16 anos e responde pelas áreas de indústria, aviação, logística, tecnologia e telecomunicações.

 

Ao autorizar a operação, a 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores dos investigados em R$ 54 bilhões. O valor foi fixado com base na nova estimativa das supostas fraudes apontadas pelos laudos técnicos da investigação. Em 2023, o rombo era estimado em R$ 25 bilhões.

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