
Funcionários da Rádio Justiça e da TV Justiça, vinculadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), aprovaram uma greve durante assembleia realizada ontem (10). A paralisação está prevista para começar em 15 de junho e foi motivada por atrasos no pagamento de salários, falta de depósitos do FGTS há quase 1 ano e falhas no pagamento do vale-alimentação.

O movimento envolve trabalhadores terceirizados contratados pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac). A entidade está em recuperação judicial e é alvo de investigações.
Atualmente, o STF mantém três contratos ativos com a Fundac, que somam R$ 26,8 milhões em repasses:
R$ 22,8 milhões para a operação e produção da Rádio Justiça e da TV Justiça;
R$ 2,9 milhões para “apoio técnico em Comunicação Social, na área de jornalismo e reportagem fotográfica”;
R$ 1 milhão para “apoio técnico na área de design gráfico e digital”.
Os trabalhadores atuam em áreas como reportagem, produção, edição de imagens, operação técnica e atividades administrativas. Ao todo, 80 profissionais participaram da assembleia, e todos votaram a favor da paralisação.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), a categoria decidiu cruzar os braços devido aos atrasos no pagamento de salários e benefícios. Os profissionais afirmam que tentaram negociar uma solução antes da greve, mas não houve acordo com a Fundac.
De acordo com o sindicato, a situação se agravou nos últimos meses e passou a comprometer a rotina dos trabalhadores. A categoria também cobra garantias sobre o pagamento dos valores em atraso.
Os funcionários afirmam que seguem abertos ao diálogo, mas condicionam o encerramento do movimento à regularização dos pagamentos e das demais obrigações trabalhistas.
A TV Justiça transmite julgamentos, sessões e conteúdos institucionais do Poder Judiciário desde 2002, incluindo atividades do STF. Já a Rádio Justiça está no ar desde 2004 e divulga informações relacionadas às atividades dos tribunais.
Com a paralisação, os trabalhadores avaliam que poderá haver interrupção das transmissões da TV Justiça e da Rádio Justiça.
Em nota, o Supremo afirmou que não tem responsabilidade pelas obrigações trabalhistas da empresa contratada e disse esperar que os serviços continuem sendo prestados normalmente até o término dos contratos.
