
A Justiça da Colômbia proibiu o candidato de direita à Presidência, Abelardo de la Espriella, de utilizar a camisa da seleção colombiana em atos de campanha, redes sociais e aparições públicas ligadas à disputa eleitoral. A decisão da juíza Aura Luz Forero entrou em vigor na quinta-feira (04).
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Advogado e empresário de 47 anos, Espriella liderou o primeiro turno e disputará o segundo turno da eleição presidencial em 21 de junho contra o senador de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo atual presidente e ex-guerrilheiro Gustavo Petro.
A medida foi tomada após questionamentos apresentados pela esquerda colombiana. Cepeda acusa o adversário de “roubar” o símbolo nacional e de se apropriar da camisa da seleção colombiana durante a campanha, especialmente às vésperas do início da Copa do Mundo.
Na decisão, Aura Luz Forero determinou que Espriella está impedido de utilizar o uniforme da seleção colombiana “como símbolo identificador de seu partido político, de sua campanha ou de sua imagem pessoal em espaços públicos ou em qualquer meio”, incluindo redes sociais e entrevistas à imprensa.
Segundo a magistrada, o uso da camisa da seleção por um dos candidatos poderia associar a equipe nacional a uma candidatura específica. Para justificar a proibição, a juíza afirmou que a prática “cria uma identificação da seleção com uma candidatura específica e compromete a neutralidade dos símbolos nacionais”, além de transformar o uniforme em “um símbolo diferente daquele para o qual foi criado e desenhado”.