Offline
MENU
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/113401/slider/9f22fe65968d79b6f45efc1523e4c4aa.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/113401/slider/80a574611830c0240c40e4d3d91929b3.png
BC: Rombo das estatais federais até abril já supera todo 2025
Publicado em 29/05/2026 11:25
Últimas Notícias

As estatais federais registraram déficit de R$ 5,93 bilhões nos 4 primeiros meses deste ano, de acordo com dados divulgados nesta manhã (29) pelo Banco Central (BC). É o pior resultado para o período de janeiro a abril desde o início da série histórica da autarquia, em 2002.

Edifício do Banco Central. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

 

Até então, o maior rombo para o período havia sido registrado em 2025, com déficit de R$ 2,73 bilhões, sem correção pela inflação. O resultado negativo acumulado até abril já supera todo o déficit registrado em 2025, que foi de R$ 5,1 bilhões.

 

A série do BC não inclui Petrobras, Eletrobras e bancos públicos. O BC explica que Petrobras e Eletrobras foram retiradas do cálculo em 2009, mas a série histórica anterior foi revisada pela nova metodologia. Entram na conta empresas como Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea.

 

 

O cálculo do BC considera a variação da dívida das estatais, metodologia usada em análises fiscais internacionais. Já o governo federal adota outro critério, conhecido como “acima da linha”, que considera receitas e despesas sem incluir juros da dívida.

 

O avanço do rombo ocorre em meio à crise financeira dos Correios. Em 2025, a estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões, mais de três vezes acima do resultado negativo de 2024, quando o rombo foi de R$ 2,6 bilhões. Foi o 14º trimestre seguido de prejuízo da empresa desde o 4º trimestre de 2022. No 1º semestre de 2025, os Correios acumularam perdas de R$ 4,36 bilhões.

 

Segundo o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado pelo governo Lula (PT) ao Congresso em abril, a previsão é que as estatais federais continuem no vermelho até 2030.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!