
O Brasil registrou déficit de US$ 1,8 bilhão nas contas externas em abril, segundo dados divulgados na manhã desta terça-feira (26) pelo Banco Central (BC). No mesmo mês de 2025, o rombo havia sido de US$ 1,6 bilhão. No acumulado de janeiro a abril, o déficit já soma US$ 21,96 bilhões.

Em 2025, o déficit acumulado chegou a US$ 68,82 bilhões, equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos últimos 12 meses até abril, o rombo das transações correntes alcançou US$ 64,3 bilhões. No mesmo período de 2025, o déficit era maior, de US$ 73,9 bilhões.
Apesar do resultado negativo nas contas externas, a balança comercial fechou abril com superávit de US$ 9,7 bilhões. Um ano antes, o saldo positivo havia sido de US$ 7 bilhões.
As contas externas, também chamadas de transações correntes, medem o saldo entre o dinheiro que entra e sai do país por meio de comércio, serviços e transferências financeiras. Resultado negativo indica que o Brasil enviou mais recursos ao exterior do que recebeu.
As exportações brasileiras totalizaram US$ 34,3 bilhões em abril, alta de 13,9%. Já as importações somaram US$ 24,6 bilhões, queda de 6,2%.
O Banco Central também informou aumento na entrada de investimentos estrangeiros no país. Os investimentos diretos no país (IDP) chegaram a US$ 8,9 bilhões em abril, acima dos US$ 5,4 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
No acumulado de 12 meses até abril, o IDP atingiu US$ 79,2 bilhões, o equivalente a 3,28% do PIB. Em março, o volume era de US$ 75,7 bilhões. Em abril do ano passado, somava US$ 72,7 bilhões.
As reservas internacionais brasileiras também cresceram no período. Segundo o BC, o saldo aumentou US$ 4,9 bilhões entre março e abril, elevando o estoque para US$ 366,9 bilhões usados como proteção contra crises externas.
