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Zema descumpre acordo com conservadores e racha o Novo
Publicado em 26/05/2026 11:52
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O advogado Jeffrey Chiquini, pré-candidato a deputado federal pelo Novo e integrante da ala conservadora da sigla, acusou o pré-candidato à Presidência Romeu Zema de descumprir um acordo firmado com “filiados bolsonaristas” do partido ao atacar publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O governador de Minas e candidato à reeleição, Romeu Zema (Novo) — Foto: Reprodução

Em nota divulgada nas redes sociais ontem (25), Chiquini afirmou que havia um compromisso interno para que Zema não direcionasse ataques a candidatos da direita durante a pré-campanha presidencial de 2026.

 

“O acordo era não atacar Flávio Bolsonaro.”

 

Segundo ele, a ala conservadora do Novo recebeu garantias de que o foco da campanha seria exclusivamente o PT, a esquerda e o Supremo Tribunal Federal.

 

 

 

“Nos prometeram que o inimigo seria (exclusivamente) o PT, a esquerda e a tirania da toga.”

 

Chiquini afirmou que ingressou no Novo após receber sinalizações de que o partido manteria alinhamento com o bolsonarismo e não repetiria conflitos internos registrados durante a passagem de João Amoêdo pela legenda.

 

“Quando me filiei ao Novo […] me prometeram que o partido respeitaria os conservadores e que não existiria um novo racha com o bolsonarismo.”

 

O advogado também disse ter levado outros conservadores para a sigla e acusou Zema de adotar uma estratégia pessoal que estaria prejudicando pré-candidatos do partido nos estados.

 

“Todos os dias surge uma nova declaração kamikaze do Zema.”

 

Em outro trecho, Chiquini afirmou que o ex-governador mineiro passou a ser utilizado pela imprensa contra Flávio Bolsonaro.

 

“Hoje, vemos Romeu Zema sendo usado pela imprensa para atacar Flávio.”

 

A manifestação ocorreu após uma sequência de declarações de Zema sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O ex-governador de Minas Gerais chamou o banqueiro de “banqueiro bandido” e afirmou que não poderia “ficar calado” diante da aproximação entre o senador e o empresário.

 

Durante entrevista à Band, Zema declarou:

 

 

“Eu não posso ficar calado com relação a alguém que se envolve com o banqueiro bandido.”

 

Na mesma entrevista, afirmou que candidatos da direita sofrem pressão do entorno bolsonarista e voltou a associar Flávio ao caso envolvendo o Banco Master.

 

“O maior criminoso da história financeira do Brasil, alguém que se aproximou daquele senhor principalmente depois de saber o que ele já estava fazendo, é alguém que merece ser visto com toda a reserva.”

 

As críticas começaram após a divulgação de mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro pede recursos a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Posteriormente, o senador admitiu ter encontrado o banqueiro em São Paulo após a primeira soltura dele na Operação Compliance Zero, quando ainda utilizava tornozeleira eletrônica.

 

Zema classificou o episódio como “imperdoável” e disse que votar em Flávio Bolsonaro poderia “entregar a eleição para Lula”.

 

As declarações provocaram reação de diretórios estaduais do Novo. O diretório do Paraná afirmou que o vídeo divulgado por Zema gerou “ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas” entre Novo e PL no estado. A seção paranaense também disse que não houve alinhamento prévio com a convenção nacional do partido.

 

Em Santa Catarina, o presidente estadual da sigla, Kahlil Zattar, afirmou que as declarações de Zema foram “precipitadas e desnecessárias”. O Novo mantém aliança com o PL no estado e integra a chapa do governador Jorginho Mello.

 

Chiquini também afirmou que a estratégia de Zema ameaça a sobrevivência eleitoral do partido.

 

 

“Romeu Zema, assim como em 2018 e 2022, colocou as garrinhas de fora e está pensando exclusivamente em sua própria candidatura, esquecendo da necessidade de o Partido Novo superar a cláusula de barreira.”

 

O advogado declarou ainda que não pretende apoiar qualquer movimento que, segundo ele, favoreça a esquerda nas eleições presidenciais.

 

“Flávio Bolsonaro, hoje, ainda é o único candidato que, com a união da direita, é capaz de vencer as eleições.”

 

Ao final da nota, Chiquini afirmou que não concorda com as manifestações do presidenciável do Novo.

 

“Estou me manifestando publicamente para esclarecer a toda a direita brasileira que não compactuo e não concordo com as manifestações do pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo.”

 

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