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PF amplia apuração sobre Lulinha em inquérito do INSS
Publicado em 18/05/2026 11:19
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A Polícia Federal ampliou a linha de investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no inquérito que apura desvios no INSS. Investigadores marcaram para o próximo dia 20 o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, suspeita de intermediar pagamentos ligados ao empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A apuração é do Estadão.

 

Lulinha manteve pagamentos a contador investigado por ligação com o PCC

Segundo a investigação, a PF busca esclarecer a relação entre Lulinha e o Careca do INSS, apontado como líder do esquema investigado. A apuração inclui viagens, contatos comerciais e possíveis transferências financeiras.

 

A defesa de Lulinha afirmou que ele não possui relação com os desvios investigados e declarou que já se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que “não há nenhum elemento de prova contra ele”.

 

 

Antes da troca no comando da investigação, a equipe da PF já havia determinado a convocação de Roberta e de outros investigados. A mudança ocorreu no início deste mês, quando o inquérito deixou a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passou para a estrutura da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro.

 

A substituição do delegado responsável gerou questionamentos no gabinete do ministro do STF André Mendonça e entre parlamentares da oposição. A Polícia Federal, porém, afirmou que a alteração ocorreu para ampliar a estrutura da investigação e negou impacto no andamento do caso.

 

Nos depoimentos já realizados, investigadores passaram a questionar suspeitos sobre negócios envolvendo Lulinha e o Careca do INSS. Uma das frentes da apuração trata de uma viagem de Lulinha a Portugal, custeada pelo empresário investigado. A defesa do filho do presidente afirmou ao STF que a viagem ocorreu para prospectar um possível negócio na área de cannabis medicinal, que acabou não sendo concretizado.

 

A investigação também analisa pagamentos feitos pelo Careca do INSS a Roberta Luchsinger. Segundo a PF, ela recebeu R$ 1,5 milhão para atuar junto a órgãos do governo federal na área da cannabis medicinal. Um ex-funcionário do empresário afirmou em depoimento que parte desses valores poderia servir como uma “mesada” para Lulinha.

 

As quebras de sigilo bancário das contas pessoais de Lulinha, no entanto, não identificaram pagamentos diretos vindos do Careca do INSS ou de Roberta. Os investigadores ainda analisam movimentações financeiras e dados do sigilo telemático.

 

 

Em manifestação ao STF, a defesa de Lulinha afirmou que ele conheceu Antônio Camilo Antunes por meio de Roberta Luchsinger em 2024 e alegou que o empresário foi apresentado como “um bem-sucedido empresário do mercado farmacêutico”. A defesa sustentou que “FÁBIO LUÍS jamais firmou qualquer tipo de relação comercial com ANTÔNIO CAMILO”.

 

Outra linha da investigação envolve uma agência de viagens utilizada por Lulinha. A PF apura se pagamentos feitos por Roberta tiveram como destino final a empresa. Os advogados do filho do presidente afirmam que os pagamentos foram anteriores ao contrato firmado entre a empresária e o Careca do INSS.

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