
Uma assessora do deputado federal Mario Frias (PL-SP) participou da produção do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo em que ocupava cargo comissionado na Câmara dos Deputados. As informações são do portal Metrópoles.

Rareska Metsker, lotada no gabinete de Frias como secretária parlamentar, publicou nas redes sociais registros dos bastidores das gravações entre outubro e novembro do ano passado. Nas postagens, ela afirmava atuar na produção do making of do longa, acompanhando as filmagens durante pelo menos sete semanas.
Segundo dados da Câmara, a assessora recebe salário bruto de R$ 4,4 mil, além de benefícios. Após a repercussão do caso, as publicações relacionadas ao filme foram apagadas das redes sociais. O gabinete de Mario Frias não se manifestou sobre o assunto.
Em nota, a Câmara dos Deputados informou que secretários parlamentares cumprem jornada de 40 horas semanais, mas não estão submetidos a regime de dedicação exclusiva, podendo exercer outras atividades fora do horário de expediente.
O caso ganhou ainda mais repercussão após revelações envolvendo o financiamento do filme. Reportagem do The Intercept Brasil mostrou que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões para a produção, embora o contrato previsse repasses que poderiam chegar a R$ 134 milhões.
Nas redes sociais, Mario Frias afirmou que “Dark Horse” é uma produção financiada exclusivamente com recursos privados e negou uso de dinheiro público ou repasses do banqueiro. A declaração ocorre apesar do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter admitido a negociação com Vorcaro por recursos para o filme.
