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PF aponta delegada e marido como “espiões” de Vorcaro dentro da corporação
Publicado em 14/05/2026 11:54
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A Polícia Federal aponta que a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva e o marido dela, o policial federal aposentado Francisco José Pereira da Silva, atuavam como “espiões” da família do banqueiro Daniel Vorcaro dentro da corporação.

 

 

 

A informação consta nas investigações que embasaram a sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14). A delegada foi afastada preventivamente do cargo por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

 

Além do afastamento, Mendonça determinou a proibição de saída do país e a apreensão do passaporte da delegada em até 24 horas.

 

 

Segundo a Polícia Federal, Valéria tinha “papel relevante” no fornecimento de informações sigilosas ao grupo investigado conhecido como “A Turma”, apontado como estrutura de apoio aos interesses de Daniel Vorcaro.

 

De acordo com a apuração, a delegada acessou, sem justificativa funcional, um inquérito conduzido pela Superintendência Regional da PF em São Paulo, apesar de estar lotada em Minas Gerais desde 2006 e sem qualquer atribuição ligada ao procedimento.

 

A investigação afirma que, após o acesso, informações detalhadas teriam sido repassadas a Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que atuaria em favor da família Vorcaro.

 

“O conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação e de pessoas efetivamente visadas”, informou a PF.

 

32 – Decisão monocrática_ Decisão InterlocutóriaBaixar

Os investigadores afirmam que não localizaram contato direto entre Valéria e Marilson. Segundo a corporação, o marido da delegada teria atuado como intermediário nas comunicações para “reduzir rastros diretos da participação da delegada”.

 

 

A Polícia Federal apura suspeitas de violação de sigilo funcional, corrupção e organização criminosa.

 

A operação também teve como alvo Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Ele foi preso em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e levado para a sede da Polícia Federal na capital mineira.

 

A defesa de Henrique Vorcaro afirmou que a prisão se baseia em fatos cuja “comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”.

 

O advogado Eugênio Pacceli declarou ainda que as acusações envolvendo corrupção e suposto uso de policiais federais como informantes não haviam sido apresentadas previamente à defesa.

 

“O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer”, afirmou.

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