Offline
MENU
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/113401/slider/9f22fe65968d79b6f45efc1523e4c4aa.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/113401/slider/80a574611830c0240c40e4d3d91929b3.png
Recorde histórico: Rombo fiscal anualizado bate R$ 1,2 trilhão
Publicado em 04/05/2026 12:27
Últimas Notícias

O déficit nominal anualizado das contas públicas chegou a R$ 1,218 trilhão no acumulado de 12 meses até março, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) na semana passada. É o maior rombo da série histórica, iniciada em 2002.

 

Juros da dívida pública consomem mais de R$ 1 tri do Estado brasileiro

O resultado do setor público consolidado, que reúne União, estados, municípios e estatais, permanece acima de R$ 1 trilhão há sete meses consecutivos. O rombo também avançou pelo 9º mês seguido.

 

A deterioração das contas públicas é explicada por dois fatores principais: aumento dos gastos com juros da dívida e déficit primário, que é a diferença entre receitas e despesas sem considerar os juros.

 

 

Os gastos com juros somaram R$ 1,080 trilhão no acumulado de 12 meses até março, acima dos R$ 1,037 trilhão registrados em fevereiro. É o maior nível da série histórica.

 

O avanço das despesas financeiras está ligado ao patamar da taxa básica de juros, a Selic. O Copom reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual na quarta-feira (29.abr.2026), mas o nível ainda é considerado elevado e restritivo para a atividade econômica.

 

O resultado primário ficou negativo em R$ 137,1 bilhões no acumulado de 12 meses até março. Em fevereiro, o déficit era de R$ 52,8 bilhões.

 

Em março, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 80,7 bilhões. O governo central respondeu pela maior parte do resultado negativo, com déficit de R$ 74,8 bilhões. Os governos regionais tiveram déficit de R$ 5,4 bilhões, e as estatais fecharam com saldo negativo de cerca de R$ 500 milhões.

 

O resultado primário indica se o governo arrecadou mais do que gastou antes do pagamento de juros da dívida. Já o resultado nominal inclui os juros e mostra o impacto total das contas públicas sobre o endividamento do país.

 

No mesmo mês, os gastos com juros nominais chegaram a R$ 118,9 bilhões, acima dos R$ 75,2 bilhões registrados em março de 2025.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!