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Durigan: Desenrola 2 terá perdão de até 90% em dívidas
Publicado em 28/04/2026 11:18
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o FGTS vai poder ser utilizado pelos brasileiros para abater dívidas no novo programa do governo para tentar conter o endividamento da população. Ele esteve ontem (27) em São Paulo (SP) para discutir o Desenrola 2 com os bancos.

 

Durigan: Lula protege economia de ameaças do exterior

A ideia do Executivo petista é que o programa seja oficialmente anunciado por Lula (PT) ainda nesta semana e entre em vigor no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador.

 

Durigan não deu detalhes do programa, que ainda precisa ser aprovado pelo presidente petista, mas disse que os descontos na renegociação poderão chegar a até 90% e que os juros serão mais baixos (estima-se que 1,99% ao mês).

 

 

“Com um desconto amplo, você pode ter uma dívida de R$ 10 mil reduzida para algo próximo de R$ 1.000, com juros muito menores”, afirmou o ministro após reunião com os banqueiros.

 

Endividamento das famílias atinge maior nível da série histórica do BC

Em artigo publicado no final de semana, o jornalista Claudio Dantas destacou que o Desenrola 2, articulado pelo governo petista em pleno ano eleitoral, é um “alívio de balanço” aos bancos, mas “para o Planalto é uma questão de sobrevivência política”.

 

“Não se trata apenas de benevolência social, mas de uma sofisticada engenharia financeira desenhada para limpar os balanços dos bancos, turbinar os lucros do oligopólio financeiro e, de quebra, operar como o maior cabo eleitoral do ano”, afirmou Dantas.

 

De acordo com o jornalista, o presidente petista “enfrenta uma economia que não entrega o milagre prometido e uma popularidade que exige manutenção constante” e, em sua visão, o novo programa “não ressurge agora por um súbito ataque de empatia. Ele é, na prática, a principal peça de artilharia da campanha governista”.

 

“No fim do dia, o Desenrola 2.0 é a síntese perfeita de como o Brasil de Lula opera: uma embalagem comovente de política social que, nos bastidores, funciona perfeitamente lubrificada para garantir que os donos do sistema financeiro lucrem sem riscos, enquanto o petista turbina suas intenções de voto com o dinheiro (e o aval) do Estado – o nosso dinheiro. Como diria Daniel Vorcaro, “esse negócio é igual máfia””.

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