
O governo federal articula a substituição do relator da PEC da escala 6×1 na comissão especial da Câmara dos Deputados. O deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) é cotado para permanecer na função, mas enfrenta resistência do Palácio do Planalto, segundo apuração deste site.
A insatisfação do governo Lula está relacionada à posição do parlamentar. Azi defende um texto intermediário, com redução da jornada para 40 horas semanais, em vez de 36, além de prever período de transição e medidas de compensação para empresas, como desoneração da folha.
O Planalto, por sua vez, trabalha por uma implementação imediata das mudanças. A proposta é tratada como prioridade política lulista
A definição sobre a comissão especial caberá ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que deve anunciar na sexta-feira (24) a data de instalação do colegiado. A expectativa é que os trabalhos comecem na próxima semana.
Diversos partidos disputam o comando da comissão. Em lados opostos na política, o deputado petista Reginaldo Lopes (MG) e o atual líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), já chegaram a defender o nome de Azi para a relatoria.
Porém, tudo indica que para agradar o Planalto, o PT já tem estudado indicar um nome alinhado ao governo, mesmo que não seja da própria legenda. Já Motta sinalizou a aliados que pretende manter Azi na relatoria.
O presidente da Câmara também tem falado em indicar um nome que não tenha alinhamento ideológico explícito, com o objetivo de preservar a tramitação da proposta.
