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Bloqueio dos EUA faz 31 navios recuarem em Ormuz
Publicado em 23/04/2026 11:45
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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que forças norte-americanas fizeram 31 embarcações darem meia-volta ou retornarem aos portos desde o início do bloqueio no estreito de Ormuz contra o Irã.

 

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A informação foi divulgada na quarta-feira (22) como atualização da operação. Segundo o comando, a maioria dos navios seguiu as ordens, sendo grande parte composta por petroleiros, o que indica impacto direto sobre o transporte de petróleo.

 

O bloqueio impede a entrada e a saída de embarcações em portos iranianos e tem alcance regional, com ações também fora do Oriente Médio. A operação envolve forças navais e aéreas dos Estados Unidos em diferentes pontos da região.

 

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine, afirmou que militares estão autorizados a interceptar embarcações com bandeira iraniana ou que prestem apoio material ao país. Já o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, declarou que há monitoramento constante dos navios na área.

 

 

Dados das Forças Armadas norte-americanas indicam que mais de 10 mil militares participam da missão. Também são empregadas mais de 100 aeronaves e ao menos 17 navios de guerra, incluindo porta-aviões, destróieres com mísseis guiados, navios anfíbios e aeronaves de vigilância.

 

O estreito de Ormuz é considerado um dos principais pontos estratégicos para o transporte global de petróleo. O aumento da presença militar elevou a tensão na região e pressionou os preços internacionais da commodity.

 

Em resposta às ações dos Estados Unidos, forças iranianas interceptaram embarcações que tentavam cruzar a passagem marítima e condicionaram a reabertura do estreito ao fim do bloqueio.

 

Na terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá estender o cessar-fogo até a conclusão das negociações com o Irã, mas indicou que o bloqueio será mantido.

 

No dia seguinte, o Irã realizou ataques contra navios na região sob custódia da Guarda Revolucionária, ampliando a instabilidade no Golfo Pérsico.

 

*Com informações da agências internacionais

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