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Master ofereceu créditos ligados a auxílio emergencial ao BRB
Publicado em 22/04/2026 12:12
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Após a identificação de irregularidades em carteiras de crédito adquiridas pelo Banco de Brasília (BRB), o Banco Master apresentou como substituição ativos vinculados a beneficiários do auxílio emergencial, empresas com capital social mínimo e um consórcio gestor de cemitérios em São Paulo.

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As informações constam em relatório enviado pelo BRB ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras em 18 de novembro do ano passado, mesma data em que o Banco Central do Brasil determinou a liquidação da instituição administrada por Daniel Vorcaro.

 

O documento, com 33 páginas, descreve os ativos ofertados e aponta problemas em direitos creditórios que somam R$ 6,6 bilhões. Investigação da Polícia Federal indica que o Master estruturou carteiras de crédito consignado e vendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões.

 

Após questionamentos do Banco Central, o BRB obteve autorização para substituir os ativos considerados problemáticos, mas a medida não solucionou a situação.

 

 

No início deste ano, o Banco Central determinou que o BRB provisionasse ao menos R$ 5 bilhões para cobrir possíveis prejuízos. O valor pode ser maior, conforme a qualidade dos ativos.

 

Na segunda-feira (20), o BRB confirmou acordo para transferir R$ 15 bilhões em ativos do Master a um fundo gerido pela Quadra Capital, com foco em créditos do programa Credcesta para servidores públicos.

 

Segundo o relatório do Coaf, quatro carteiras ofertadas ao BRB foram originadas por empresas cujos sócios ou administradores receberam auxílio emergencial, somando R$ 768,3 milhões.

 

Três dessas carteiras estão ligadas a Everton Mendonça Pereira, associado a empresas como Gran Viver Urbanismo, RMEX Construtora e SEJ Consultoria, responsáveis por créditos que totalizam R$ 588 milhões. Dados indicam que ele recebeu R$ 7,2 mil em auxílio entre 2020 e 2022.

 

Outro nome citado é Natan Aparecido Barros, que recebeu R$ 2,4 mil em auxílio em 2020 e aparece como presidente da Gran Viver Urbanismo.

 

Em nota, a empresa afirmou que são “imprecisas” as associações entre pessoas físicas e operações empresariais e destacou atuação no setor imobiliário há mais de 45 anos.

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