
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o governo Lula (PT) liberará R$ 7 bilhões do FGTS para cerca de 10 milhões de trabalhadores quitarem dívidas. O anúncio foi feito em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta manhã (09), e ocorre em pleno ano eleitoral.
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A medida integra um pacote de ações do governo petista voltado a reduzir o endividamento da população. O valor, de acordo com o ministro, complementa a liberação do FGTS aos trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e tiveram recursos bloqueados como garantia de empréstimos.
“Estamos olhando o tamanho do problema do endividamento da sociedade em geral e estudando como organizar esse processo junto às instituições financeiras. A ideia é fazer um processo de repactuação e reestruturação dessas dívidas, de forma que, com a participação das instituições, seja possível reduzir drasticamente o valor das prestações e ajudar a administrar esse processo. O FGTS está sendo considerado uma parte pequena em relação ao conjunto de medidas em discussão”, afirmou o ministro.
Outra medida em estudo é a regulamentação do uso do FGTS como garantia em empréstimos consignados. Atualmente, apenas a multa de 40% do saldo do fundo pode ser usada, mas o governo propõe que todo o valor da multa seja permitido, permitindo redução de juros para os trabalhadores.
Marinho destacou que a taxa de juros é o principal fator do endividamento das famílias: “A guerra provoca desajustes e impactos globais. Mas a alta taxa de juros é a principal responsável pelo desequilíbrio orçamentário das pessoas e das famílias”.
“Além disso, o presidente tem dito que a vida das pessoas mudou. Com a tecnologia, muitos acabam aderindo a hábitos que geram despesas. Temos as bets, que são outro problema. Vamos avaliar como tratar isso”, completou.