
O Brasil possui ao menos 742 áreas com reservas reconhecidas de minerais críticos, distribuídas em 16 estados. O volume estimado nessas áreas pode chegar a 129,5 milhões de toneladas. Os dados são de levantamento da Agência Nacional de Mineração (ANM), feito a pedido do SBT News.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
As reservas estão em: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Entre os minerais críticos identificados estão lítio, cobre, níquel, grafita, nióbio, estanho e terras raras, que é o grupo que reúne até 17 elementos da tabela periódica. Esses materiais são considerados estratégicos pela baixa oferta global e pela importância tecnológica.
Eles são usados na transição energética e na produção de baterias, chips e equipamentos militares, como mísseis, drones e sistemas de inteligência artificial.
“Houve um aumento significativo de procura por vários desses minerais, aqui no Brasil a gente tem uma lista atualmente que aponta 24 substâncias minerais como sendo minerais estratégicos e vários deles, praticamente todos, a gente vê uma corrida intensa de pedidos”, disse o chefe da Divisão de Minerais Críticos da Agência Nacional de Mineração, Mariano Laio, ao SBT News.
O interesse estratégico, sobretudo militar, levou os Estados Unidos a buscar parcerias com o Brasil e outros 34 países. O investimento público americano no setor pode chegar a R$ 12 bilhões, incluindo projetos dentro dos EUA. A maior parte dos recursos vem do Departamento de Guerra.
Até agora, os EUA já investiram R$ 560 milhões em projetos com empresas brasileiras, nos estados do Piauí e Goiás. As negociações foram feitas diretamente com companhias autorizadas a explorar as reservas.
Segundo o SBT News, a proposta americana ao governo Lula envolve três pontos: incentivos fiscais, facilitação de licenças e definição de preço mínimo para evitar distorções de mercado.
A resposta brasileira ainda não foi formalizada. O tema está em discussão entre o Itamaraty e autoridades americanas.
Paralelamente, os EUA fecharam um acordo com o governo de Goiás. O pacto não inclui exploração de subsolo, que é competência exclusiva da União. O objetivo é “estimular investimentos em mapeamento geológico e desenvolvimento industrial”, com foco no processamento e agregação de valor aos minerais.