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Endividamento das famílias brasileiras se aproxima da máxima histórica
Publicado em 01/04/2026 11:02
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O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,7% em janeiro, próximo do recorde histórico de 49,9%, registrado em julho de 2022, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC).

 

Governo Lula negocia contratação de Datena pela EBC, com custo estimado de R$ 1,2 milhão por ano para programas na TV Brasil e Rádio Nacional.

A taxa se mantém nesse nível pelo 3º mês consecutivo e acumula alta de 1,1 ponto percentual em relação a janeiro de 2025. O indicador considera a relação entre o total das dívidas das famílias e a renda disponível acumulada em 12 meses.

 

Sem o crédito habitacional, o endividamento ficou em 31,3%, o maior patamar desde 2022.

 

 

“Se você tirar o crédito imobiliário, o endividamento passa de 49,7% para 31,3%, cai 16 pontos percentuais. Ou seja, uns 40% do endividamento total é com o crédito imobiliário”, disse o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, na última segunda-feira (30).

 

O comprometimento da renda das famílias também atingiu recorde, chegando a 29,3% em janeiro, alta de 1,8 ponto percentual em um ano. Sem o crédito habitacional, o índice ficou em 27,1%, o maior da série.

 

Segundo o BC, o indicador mede quanto da renda mensal está comprometida com o pagamento de dívidas.

 

Rocha afirmou que o avanço está ligado ao aumento dos juros, especialmente em modalidades de curto prazo: “Se você ficar mais tempo no cartão rotativo, não conseguir renegociar sua dívida ou passar para uma modalidade de mais longo prazo, o crescimento dos juros sobre esse montante é muito acelerado, porque a taxa mensal é muito elevada”.

 

A taxa média do rotativo do cartão de crédito chegou a 435,9% ao ano em fevereiro. O juro do parcelado subiu para 202,2% ao ano, e o do cheque especial, para 147% ao ano.

 

Dados do BC mostram ainda piora na inadimplência. O atraso de 15 a 90 dias subiu de 4,86% para 5,48% em um ano, maior nível desde 2020. Já os atrasos acima de 90 dias passaram de 3,85% para 5,24%, o maior patamar desde 2012.

 

Diante do cenário, o governo Lula (PT) estuda medidas para reduzir o endividamento das famílias em pleno ano eleitoral. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ontem (31) que a equipe econômica do petista avalia ações, mas não apresentou prazo.

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