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PGR tentou barrar quebra de sigilo de Lulinha
Publicado em 27/03/2026 11:12
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido da Polícia Federal de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

 

Lulinha manteve pagamentos a contador investigado por ligação com o PCC

Segundo apuração do O Globo, em parecer sigiloso enviado ao Supremo Tribunal Federal, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, afirmou que não havia elementos suficientes para justificar a medida no momento do pedido. Apesar disso, a quebra de sigilo foi autorizada pelo ministro André Mendonça em janeiro deste ano.

 

Segundo a PGR, a Polícia Federal não apresentou provas que comprovassem o envolvimento direto de Lulinha no esquema de fraudes no INSS, investigado pelos órgãos de controle.

 

A avaliação do órgão foi de que os indícios reunidos indicavam apenas a relação pessoal entre Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger, também alvo de investigação. Ambos tiveram sigilos quebrados por decisão do STF.

 

Uma das linhas de apuração da Polícia Federal é se a empresária atuou como intermediária entre Lulinha e Antônio Camilo Antunes, apontado como operador do esquema.

 

 

Investigadores identificaram cinco pagamentos feitos por Antunes à empresária, no valor de R$ 300 mil cada, totalizando R$ 1,5 milhão entre novembro de 2024 e março de 2025.

 

Em depoimento à Polícia Federal, um ex-funcionário de Antunes afirmou que o operador pagava uma mesada de cerca de R$ 300 mil ao filho do presidente. O conteúdo foi compartilhado com a CPI do INSS.

 

A Polícia Federal também apontou que Lulinha “em tese, poderia atuar como sócio oculto” do operador, mas destacou que não havia indícios de participação direta nos descontos indevidos a aposentados.

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