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Investigado na Farra do INSS pagou boleto de senador
Publicado em 23/03/2026 12:06
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Alvo de tornozeleira eletrônica sob suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao desvio no INSS, Erik Janson Marinho pagou um boleto de R$ 51 mil do senador Efraim Filho (PL-PB). A transação consta em relatório do Coaf obtido pelo jornal O Estadão.

 

Mesmo ao acatar o pedido, Efraim aproveitou a reunião para fazer críticas à política fiscal do governo Lula

Erik é 2º suplente do parlamentar e foi alvo da Polícia Federal (PF) em fase da Operação Sem Desconto, que investiga a “Farra do INSS”.

 

Efraim não é investigado no caso. Ao jornal, afirmou que pediu ajuda ao suplente para quitar o boleto por não ter saldo na conta no dia do vencimento.

 

 

“Se trata de um boleto de um contrato privado meu. No dia do vencimento, eu não tinha o valor em conta. Pela nossa relação de suplente, perguntei se ele podia me ajudar a quitar o boleto, e ele disse que sim, e assim o fez”, declarou.

 

Questionado sobre ressarcimento, disse que o valor não foi cobrado. “Quis pagar, mas acredito que pela relação de suplente, ele nunca decidiu me cobrar até hoje”, afirmou Efraim.

 

Erik Marinho foi alvo de operação da PF em dezembro e é suspeito de auxiliar Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, na lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Antunes é apontado como principal lobista da “Farra do INSS”.

 

Segundo a PF, Erik abriu empresas com capital baixo para ocultar bens, incluindo aeronaves. “Já é possível afirmar que ERIK MARINHO se vinculou a ANTONIO em etapas relevantes do processo de lavagem de capitais, inserindo-se em fases específicas destinadas à ocultação e dissimulação de bens e valores”, diz relatório da investigação.

 

O nome do senador aparece no relatório do Coaf sobre movimentações do suplente: “Identificamos a realização de pagamentos de boletos de cobrança em nome de terceiros. Por amostragem, demonstramos os principais sacados: (…) 51.632,64 01 Efraim de Araújo Morais Filho”.

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