
A ditadura comunista de Cuba anunciou que vai libertar 51 prisioneiros nos próximos dias após negociações com o Vaticano. O regime afirma que a medida é um gesto feito em “espírito de boa vontade”. Não se sabe se os beneficiados são presos políticos ou condenados por crimes comuns.

A decisão foi divulgada em nota pelo Ministério das Relações Exteriores cubano: “Em espírito de boa vontade e das relações próximas e fluidas entre o Estado cubano e o Vaticano, com os quais historicamente tem sido mantida comunicação sobre a revisão e a libertação de prisioneiros, o governo cubano decidiu libertar 51 pessoas condenadas à prisão nos próximos dias”.
O anúncio veio duas semanas depois de o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, reunir-se com o papa Leão 14 no Vaticano.
Em nota divulgada ontem (12), o regime cubano afirmou que, desde 2010, concedeu indultos a 9.905 prisioneiros e que, nos últimos 3 anos, cerca de 10.000 pessoas condenadas à prisão foram libertadas por meio de diferentes benefícios.
“Essa decisão soberana é uma prática comum em nosso sistema de justiça criminal e caracteriza a trajetória humanitária da revolução, que, dessa vez, coincide com a proximidade das celebrações religiosas da Semana Santa”, acrescentou o comunicado.
A libertação ocorre em meio à pior crise econômica enfrentada por Cuba em décadas. A situação se agravou após a suspensão do envio de petróleo venezuelano, medida imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Sem o combustível de Caracas, a ilha enfrenta escassez de energia, alimentos e remédios, além de longos apagões e dificuldades no sistema de saúde.
Nesta manhã (13), o ditador comunista confirmou que representantes do regime mantiveram contatos recentes com os EUA. O episódio acontece enquanto o governo Trump intensifica críticas a Havana e sugere a possibilidade de mudanças no regime na ilha.
Historicamente, o regime cubano evita associar decisões internas a pressões externas. Desde que os EUA invadiram a Venezuela e capturaram o então ditador socialista Nicolás Maduro, aliado de Cuba, Trump tem elevado o tom contra Havana.
Na última segunda (09), o presidente norte-americano afirmou que o regime comunista cubano enfrenta “sérios problemas” humanitários e que os planos da Casa Branca podem ou não incluir “uma tomada de controle amigável” do país.
