
O relatório de autoavaliação do “Pacto Brasil” do Banco Master, que teria sido preenchido pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, desapareceu do sistema da Controladoria-Geral da União (CGU). A informação do Antagonista.
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Segundo o site, o sumiço ocorreu após a identificação de contradições entre a data dos serviços prestados e a data efetiva de envio do documento ao órgão federal.
Na plataforma do Pacto Brasil da CGU, o registro indica que o formulário foi preenchido em 13 de março do ano passado, ou seja, 6 meses antes do que havia sido informado em nota.
De acordo com a CGU, o Pacto Brasil é uma “iniciativa da CGU que convida empresas e entidades privadas a assumirem um compromisso público com um ambiente de negócios mais íntegro e transparente”.
O formulário é preenchido pelas próprias empresas e inclui perguntas sobre temas como apoio da alta direção a programas de integridade e existência de código de ética publicado em português.
O Antagonista afirma ter obtido um print da página com o relatório do Master, extraído em 10 de março deste ano. Na manhã de 11 de março, o documento já não estava mais disponível para consulta no sistema da CGU.
No formulário, o banco de Daniel Vorcaro declarou que já possuía um código de ética formalmente aprovado pela direção e disponível ao público.
No entanto, a versão mais recente do relatório do código de ética do banco é datada de 25 de março, segundo o próprio documento: 12 dias após o preenchimento do formulário na CGU.
Especialistas em auditoria bancária ouvidos pelo site apontaram inconsistências no preenchimento. Em todas as respostas do questionário, o Banco Master marcou “sim”, algo considerado incomum no setor.
Relatório do Banco Master incluído nos sistemas da CGU e disponibilizado em 10 de março:
Após polêmicas, sistemas da CGU não tem mais relatório apresentado pelo escritório da esposa de Moraes: