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Goiana encontrada sem vida no Canadá falou com a família pela última vez há dois anos
Publicado em 07/03/2026 08:24 • Atualizado 07/03/2026 08:24
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A família da goiana Letícia Oliveira Alves, que foi encontrada morta em uma floresta do Canadá, teve contato com a vítima pela última vez em janeiro de 2024, por meio de uma mensagem – quase um mês depois do desaparecido da missionária, em 15 de dezembro de 2023, em Boston, nos Estados Unidos, conforme cartaz da Difusão Amarela da Interpol.

 

 

 

De acordo com o irmão dela, Fabrício Alves Oliveira, os familiares tentam realizar o translado do corpo para conseguir se despedir da goiana. Eles pedem ajuda de órgãos internacionais, enquanto aguardam os trâmites do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). 

 

“O corpo está disponível para a família na cidade de Quebec. A gente recebeu a notícia muito entristecido com o descaso das autoridades para com a situação”, afirmou ao informar que recebeu a notícia da morte de Letícia no último dia 26.

 

 

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Letícia Oliveira Alves, goiana desaparecida desde 2023 – (Foto: reprodução/redes sociais)

O comunicado, segundo a família, ocorreu quase dois anos depois do corpo da química ser encontrado por caçadores em 24 de abril de 2024. A missionária foi reconhecida pelas roupas e acessórios que trajava. A suspeita é que ela tenha morrido de hipotermia. 

 

Letícia, que desapareceu aos 36 anos, era formada em química pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com  mestrado pelo Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA). Ela também tinha iniciado um doutorado. A goiana estava no país sul-americano em um trabalho como missionária da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

 

“Era uma pessoa muito amada pela família. A gente fica preocupada devido às discrepâncias de informação com relação a onde ela estava realmente é como o corpo dela foi encontrado”, reforça Fabrício.

 

 

 

Letícia Oliveira Alves atuou como missionária – (Foto: reprodução/redes sociais)

Comoção 

Amigos e pessoas próximas da mulher, que deixou uma filha adolescente, prestaram homenagens e reforçaram a personalidade da química nas redes sociais. 

 

“Fiquei muito triste quando recebi essa notícia. A Letícia foi minha atleta de basquete por um bom tempo (jóquei, classe, seleções goianas). Muito engraçada e bem humorada, sempre esforçada e dedicada”, afirma um ex-professor. 

 

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Amigos e conhecidos também se solidarizaram com a família. “Descanse em paz. Minha melhor amiga de infância. Chocada com essa notícia”, disse uma amiga. “Conheci a Letícia na igreja. Que Deus dê conforto aos familiares e amigos”, conta outra. 

 

 

Roupas encontradas junto do corpo de Letícia Oliveira Alves – (Foto: reprodução/redes sociais)

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