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Mendonça já havia autorizado quebra de sigilo de amiga de Lulinha
Publicado em 05/03/2026 12:16
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça já havia autorizado a quebra de sigilos da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, antes da votação da CPMI do INSS.

 

Relator no STF do inquérito que investiga o esquema conhecido como “Farra do INSS”, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal ainda em janeiro de 2026.

 

 

Segundo fontes do Supremo, a PF solicitou a quebra dos sigilos da empresária e também do filho do presidente Lula. O ministro autorizou a medida na sequência.

 

 

De acordo com investigadores, os dados obtidos com a quebra de sigilo já estavam em posse da Polícia Federal desde o início de fevereiro.

 

CPMI aprovou medida semanas depois

A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo de Roberta Luchsinger e de Lulinha no dia 26 de fevereiro.

 

A votação ocorreu junto com outros requerimentos apresentados pela comissão e foi marcada por confrontos entre parlamentares e acusações de irregularidades na condução da sessão.

 

Dino suspendeu medida apenas na CPMI

Nesta quarta-feira (4), o ministro do STF Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilo da empresária aprovada pela CPMI.

 

A decisão foi tomada após mandado de segurança apresentado pela defesa de Roberta Luchsinger.

 

Dino argumentou que a quebra de sigilo foi aprovada em votação conjunta com 87 requerimentos, o que, segundo ele, poderia violar o devido processo constitucional.

 

 

Na decisão, o ministro afirmou que o Judiciário deve garantir que investigações não se transformem em “fishing expedition”.

 

Decisão não atinge investigação da PF

Segundo fontes do STF, a decisão de Dino se limita às medidas aprovadas pela CPMI.

 

A quebra de sigilos autorizada por André Mendonça no âmbito do inquérito conduzido no Supremo continua válida e segue em andamento nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

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