
Filipe Luís se posicionou por meio de nota oficial após a repercussão negativa de suas falas sobre o novo caso de racismo sofrido por Vini Jr, em jogo da Champions League, por parte do jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica. O treinador do Flamengo reconheceu que suas declarações deram margem para “interpretações distintas” e negou que teve a “intenção de relativizar ou minimizar qualquer atitude racista”. Ele declarou apoio ao atacante do Real Madrid.
Na nota divulgada pela assessoria do rubro-negro na tarde desta sexta-feira, o técnico contextualizou a pergunta feita por um repórter argentino na coletiva de imprensa, após o jogo de ida da Recopa Sul-Americana, contra o Lanús, e disse reforçar sua posição. “Sempre foi inegociável: o racismo é crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países”, disse Filipe.
O técnico também justificou as declarações dadas a uma TV argentina antes do jogo em Buenos Aires, alegando que a atitude de Prestianni foi “covarde”, e disse jamais ter duvidado da palavra de Vini Jr.
“Reitero meu total apoio a Vinícius Júnior em mais um lamentável episódio envolvendo racismo no esporte, algo que já não deveria mais ocorrer, mas que infelizmente ainda se repete e, muitas vezes, passa impune”, finalizou Filipe na nota.
Veja a nota de Filipe Luís:
“Após a partida de ontem contra o Lanús, durante a coletiva de imprensa organizada pela Conmebol, minutos após o fim do jogo, fui questionado por um repórter argentino. Ele iniciou seu raciocínio citando mais um caso de racismo sofrido por Vinícius Júnior, quando me perguntou como o Flamengo foi recebido nas últimas vezes em que esteve no país.
Ao longo da resposta, procurei abordar minhas experiências pessoais na Argentina. Em momento algum tive a intenção de relativizar ou minimizar qualquer atitude racista.
Reconheço que minha fala, diante da extrema sensibilidade do tema, pode ter aberto margem para interpretações distintas. Por isso, considero fundamental reforçar publicamente minha posição, que sempre foi inegociável: o racismo é crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países. Trata-se de uma conduta inaceitável, que deve ser combatida e punida de maneira firme. O futebol, como espaço de diversidade e integração, não pode tolerar qualquer forma de discriminação.
Reforço ainda que, antes da partida, em entrevista exclusiva ao detentor de direitos, expus minha visão sobre o episódio, classificando como covarde a atitude do jogador que tapou a boca para praticar atos racistas. Jamais colocaria em dúvida a palavra da vítima em um caso grave como esse.