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BRB multiplica gastos com patrocínios sob Ibaneis
Publicado em 09/02/2026 11:34
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O Banco de Brasília (BRB) ampliou de forma expressiva os gastos com patrocínios durante a gestão de Ibaneis Rocha (MDB) no DF, mesmo estando sob investigação da PF no caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e enfrentando um rombo bilionário decorrente da compra de ativos do banco liquidado.

 

Levantamento do Estadão, com base em dados oficiais da instituição, mostra que as despesas com eventos e apoios comerciais cresceram 14 vezes nos últimos anos.

 

Para 2025, o BRB reservou R$ 125,8 milhões para patrocínios. Uma década atrás, o gasto anual nessa rubrica era de cerca de R$ 1 mi. A virada ocorreu a partir de 2019, primeiro ano do governo Ibaneis, quando as despesas saltaram para R$ 7,2 milhões e passaram a subir de forma contínua.

 

 

Entre janeiro e setembro de 2025, o banco já havia desembolsado R$ 82,3 milhões do total previsto. No período mais recente detalhado, o terceiro trimestre, os recursos financiaram desde congressos de procuradores até um show do cantor Roberto Carlos, realizado em João Pessoa.

 

Um dos contratos mais polêmicos foi firmado em 2020, quando o BRB passou a patrocinar o Flamengo por R$ 32 milhões anuais. O acordo foi alvo de apuração do Tribunal de Contas do DF, após questionamentos do Ministério Público de Contas sobre sua regularidade.

 

O banco impôs sigilo aos documentos que embasaram o contrato e afirmou que o objetivo era fortalecer e nacionalizar a marca. O patrocínio segue em vigor, e a instituição tenta renová-lo.

 

Ibaneis é torcedor declarado do Flamengo e, um ano antes do início do contrato, chefiou a delegação do clube em uma partida da Libertadores, no Equador.

 

Segundo o Estadão, o BRB também destinou recursos a eventos institucionais e culturais em 2025. Em setembro, repassou R$ 300 mil ao Congresso Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal.

 

Em julho, liberou R$ 500 mil para a Conferência Nacional de Segurança Pública ILAB. Já em agosto, aportou R$ 1 milhão para o show “Eu Ofereço Flores”, de Roberto Carlos, no aniversário de João Pessoa.

 

O banco ainda investiu em eventos esportivos. Apenas no terceiro trimestre, cerca de R$ 3,8 milhões foram destinados à Stock Car, incluindo patrocínios aos pilotos Lucas Foresti e Enzo Elias.

 

 

A escalada nos gastos por Ibaneis ocorre enquanto o BRB tenta administrar os impactos das operações com o Master: À PF, o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que as perdas com a compra de ativos da instituição podem ultrapassar R$ 5 bilhões.

 

Após o BC identificar problemas nas carteiras, parte dos ativos foi substituída por outros papéis do Master. O BRB alegou ter recuperado cerca de R$ 10 bi, mas ainda se encontra com prejuízo.

 

Procurado pelo Estadão, o BRB não comentou os dados sobre patrocínios. O governo do DF, por sua vez, afirmou em nota que o banco “tem solidez” e que pretende vender ativos para regularizar a liquidez, além de adotar medidas para ajustar o capital da instituição.

 

O contexto financeiro do DF também é delicado: em 2025, o governo distrital fechou o ano com déficit de R$ 926,5 milhões, acima do rombo de R$ 644,7 milhões registrado em 2024. Em 2026, último ano do mandato de Ibaneis, o orçamento segue pressionado por despesas não quitadas no ano anterior.

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