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Renda das famílias cresce e 83% dos goianos são considerados classes A, B e C, aponta pesquisa
Publicado em 24/01/2026 11:02
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Goiás registrou um avanço na renda das famílias entre 2022 e 2024. Dados divulgados na quarta-feira (21) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que a parcela da população inserida nas classes A, B e C saltou de 78,08% para 83,95% no período. O crescimento de 5,87 pontos percentuais indica um movimento consistente de ascensão social no estado.

 

Na prática, o levantamento aponta que mais goianos passaram a integrar faixas de renda consideradas médias e altas, formadas por famílias que recebem acima de quatro salários mínimos. A classe C reúne rendimentos entre quatro e dez salários mínimos, a classe B engloba famílias com renda de dez a 20 salários mínimos e a classe A corresponde àquelas com ganhos superiores a 20 salários mínimos.

 

O cenário observado em Goiás acompanha uma tendência nacional. Segundo a FGV, cerca de 17,4 milhões de brasileiros deixaram a condição de pobreza e migraram para faixas de maior renda entre 2022 e 2024. No país, esse avanço representa um crescimento de 8,44 pontos percentuais na participação da população nas classes A, B e C.

 

De acordo com os pesquisadores, o principal motor dessa mudança foi o aumento da renda do trabalho, aliado à atuação combinada de políticas públicas. Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de ações voltadas para educação, qualificação profissional e acesso ao crédito, contribuíram diretamente para melhorar a renda e ampliar oportunidades.

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