
Venezuela tem atualmente mais de 800 presos políticos
A Casa Branca disse à AFP que a soltura de presos políticos na Venezuela é resultado da “pressão máxima” exercida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após a captura do agora ex-ditador Nicolás Maduro.
Ontem (08), o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez (foto), anunciou a libertação de um “número significativo” de detidos pela regime socialista.
“Este é um exemplo de como o presidente está usando toda a sua influência para fazer o que é certo para os povos americano e venezuelano”, afirmou a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, em comunicado à agência de notícias.
As solturas são as primeiras sob o regime da ditadora interina Delcy Rodríguez, que assumiu após a operação militar dos EUA que capturou Maduro.
De acordo com Rodríguez, a medida pró-presos políticos foi adotada “para a convivência pacífica” e não envolveu negociação com outras partes. Ele agradeceu a intermediação do ex-chefe de governo da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero, de Lula (PT) e do governo do Catar, embora o papel deles não esteja claro.
“É um gesto unilateral do governo bolivariano”, disse Delcy ao comentar a soltura. “Considerem este gesto do governo bolivariano, com sua ampla intenção de buscar a paz, como a contribuição que todos devemos dar para garantir que nossa república continue sua vida pacífica”.
Entre os soltos pela ditadura venezuelana estão a ativista Rocío San Miguel, presa em 2024, e o ex-candidato à Presidência Enrique Márquez, opositor ao chavismo.
A ONG Foro Penal estima que a Venezuela tenha, atualmente, 806 presos por motivos políticos, número que já chegou a cerca de 2,4 mil após as eleições contestadas de 2024.