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Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, gastou cerca de R$ 3,5 milhões com viagens para convidados e presidentes de federações
Por Silvio Cassiano - SiCa
Publicado em 05/04/2025 09:40
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À frente da CBF desde 2021 — primeiro como interino, depois efetivado, e reeleito para uma segunda gestão até 2028 no mês passado —, Ednaldo Rodrigues gastou cerca de R$ 3,5 milhões com custos de viagens de presidentes de federações estaduais, amigos e suas famílias. As despesas na sua gestão foram reveladas em reportagem da revista Piauí de abril.

 

Segundo a revista, cerca de R$ 3 milhões foram gastos entre passagens aéreas nas classes econômicas e executivas, hospedagem em hotéis cinco estrelas em Doha e ingressos dos jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar, para convidados de Ednaldo. Os beneficiados, segundo a revista, foram a própria família do presidente (só a mulher dele gastou R$ 37 mil em despesas extras na viagem); personalidades, integrantes do judiciário, políticos, jornalistas amigos de Ednaldo e empresários, além dos presidentes de diversas federações, todos acompanhados de suas famílias.

 

As despesas, segundo a reportagem, eram cobertas pela CBF para estreitar a relação com as federações. O presidente da Federação do Espírito Santo, Gustavo Vieira, aproveitou um compromisso da CBF para levar a mulher e o filho para passear no Rio. O presidente da Federação Amapaense de Futebol, Renato Góes, fez duas viagens a São Paulo com a família, que totalizaram pouco mais de R$ 137 mil reais aos cofres da CBF. Uma delas foi para a esposa do dirigente fazer uma cirurgia em um hospital da capital paulista, e eles foram acompanhados pela filha e pela babá da menina em quartos em hotéis de luxo no Jardins, bairro nobre da capital.

 

 

Outra maneira de reforçar o laço com as federações foi através de um aumento de salário. De acordo com a Piauí, até 2021 os presidentes ganhavam R$ 50 mil, e atualmente a cifra já está em R$ 215 mil. Os benefícios incluem, além do 13º, o 14º, o 15º e o 16º salário.

 

Na reportagem, Ednaldo respondeu a revista sobre os convidados à Copa do Mundo de 2022. “É praxe que entidades esportivas façam convites a pessoas relevantes e personalidades para acompanhar grandes eventos”, afirmou. Sobre os episódios em que a matéria apontou que a CBF bancou despesas de presidentes de federação, ele relatou que “as despesas dos familiares dessas pessoas [presidentes de federações] são por elas pessoalmente bancadas”.

 

O presidente também afirmou que reembolsou a CBF por suas despesas pessoais, mas a revista aponta que ele não apresentou os comprovantes do reembolso. Já reportagem do Uol publicada hoje fiz que teve acesso aos comprovantes de reembolso. Ao GLOBO, a assessoria da CBF reafirmou que as despesas pessoais de Ednaldo foram reembolsadas, e se colocou à disposição para mostrar a documentação, sem autorização para publicá-las, já que, segundo Ednaldo, são despesas de natureza pessoal já devidamente pagas à entidade.

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