Segundo informação do portal Metrópoles, o empresário Cleyton dos Santos Amanajás, de 32 anos, investigado pela Polícia Federal por suspeitas de fraude em contratos públicos, foi contratado pelo Ministério da Educação (MEC) para fornecer refeições à Universidade Federal do Paraná (UFPR). O valor do contrato é de R$ 40,3 milhões e cobre dois anos de serviço à comunidade acadêmica da instituição.
Proprietário da empresa Cozinha Gourmet, com sede no Amapá, Cleyton foi preso em 2022 durante a operação “Blindness”, que apurava um esquema de entrada de drogas, armas e celulares no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Embora o foco da investigação tenha sido o tráfico, o empresário foi citado por suspeita de superfaturar refeições e de entregar menos alimentos do que o previsto, além de supostamente subornar a fiscal responsável pela planilha de alimentação. Ele foi solto oito dias depois por decisão judicial, sob o argumento de que não havia provas de envolvimento direto com o tráfico.
Apesar do histórico, a empresa venceu uma licitação para fornecer café da manhã, almoço e jantar à UFPR. Segundo a universidade, o contrato seguiu a Lei de Licitações nº 14.133/2021 e foi firmado “em conformidade com todos os requisitos legais”. Até o momento, a Cozinha Gourmet já recebeu R$ 805 mil.
Em nota, o MEC afirmou que a UFPR possui autonomia para celebrar contratos. A universidade, por sua vez, declarou que a empresa não possui impedimentos nos sistemas do Tribunal de Contas da União (TCU) e no Sicaf, e que o contrato está sendo fiscalizado regularmente.
A defesa de Cleyton afirmou que a Polícia Federal concluiu não haver ligação entre o empresário e o núcleo da organização criminosa investigada. “A empresa atua em vários estados por meio de processos licitatórios legais”, disse o advogado.
