
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou no último sábado (1º) que cerca de 40 senadores são favoráveis à abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar destacou que o apoio crescente pode forçar o novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a pautar o pedido.
“Já chegamos a quase 40 senadores declaradamente a favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes”, afirmou Flávio. Embora ainda faltem os votos necessários para aprovação do impeachment – que exige o apoio de 54 dos 81 senadores –, uma maioria simples de 41 parlamentares pode obrigar a discussão da matéria no plenário.
Davi Alcolumbre, que assumiu a presidência do Senado recentemente, ainda não se manifestou sobre a possibilidade de pautar processos de impeachment de ministros do STF. O ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), havia rejeitado pedidos similares, posicionando-se contra o debate no Congresso.
Flávio Bolsonaro defendeu a legitimidade constitucional do pedido e criticou a narrativa de que discutir o impeachment de um ministro do STF seria um ato antidemocrático. “Tem que desmistificar essa pauta, porque esse é um instrumento previsto na Constituição. Há uma lei de impeachment que pode ser executada ou não, independentemente da vontade de um ministro do Supremo”, argumentou.
O senador também reforçou que “discutir impeachment não é golpe”, mas um direito previsto nas regras democráticas do país.
A movimentação em torno do impeachment de Alexandre de Moraes reflete a tensão crescente entre o Congresso e o Supremo. Moraes, que foi relator de casos envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, é frequentemente alvo de críticas de parlamentares alinhados à direita.
